Plataforma de Ensino
Riscos Ocupacionais.

Trabalho em Altura – NR 35

Neste texto apresentaremos questões relativas ao Trabalho em Altura. Devido ao grande risco que representa e o histórico de acidentes relacionados ao trabalho em altura há uma norma específica para o trabalho em altura, a Norma Regulamentadora 35.

Com o objetivo de uma rápida aprendizagem sobre o assunto apresentamos alguns números, situações com risco de queda, procedimentos e cuidados.

Abaixo um trecho da aula sobre as Normas Regulamentadoras, iniciando especificamente na parte sobre a NR 35.

Conheça nosso canal do youtube: Clique aqui

O trabalho em altura também é citado em outras normas como na NR 6 e NR 18 que falam sobre a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 (dois) metros em que haja risco de queda.

Trabalho em Altura – Números

A obrigatoriedade do curso de NR 35 e a necessidade de Permissão de Trabalho é devido a gravidade potencial e frequência de acidentes envolvendo o trabalho em altura.

Vamos conhecer alguns números.

Em 2017, das 349.579 comunicações de acidentes de trabalho (CATs) feitas pelas empresas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 37.057 se referiam a quedas – 10,6% dos registros. Entre os acidentes fatais as quedas representam 15% do total.

Segundo a ONU, o Trabalhos em altura sem a devida proteção é a 3ª maior causa de acidentes no mundo, ficando atrás somente dos homicídios e dos acidentes automobilísticos.

Quando analisamos a indústria da construção civil, dados de 2016 do Ministério do Trabalho e Previdência Social revelam que, 65% das mortes na construção civil tiveram como causa a queda de altura.

A maioria dos acidentes ocorrem por descaso. Muitos trabalhadores não levam o risco a sério, por falta do treinamento correto, e muitos empregadores acabam pagando caro por não conscientizar os trabalhadores quanto aos riscos e por não fiscalizar o uso correto dos equipamentos de segurança.

E porque muitas vezes os trabalhadores param de reconhecem os riscos?

Observe estas fotos famosas, da construção do Empire State Building, os trabalhadores parecem preocupados?

O medo de altura é algo comum, porém, após um período realizando trabalhos com risco de queda, o trabalhador para de reconhecer o risco que está correndo, e aí mora o perigo.

Desta forma, além do treinamento da NR 35 e fiscalização do cumprimento da norma, deve-se realizar campanhas de conscientização de forma constante.

Trabalho em Altura – Risco de Queda

Situações que levam ao risco de queda.

  • Rompimento de telhas ou pisos de baixa resistência: recomenda-se a utilização de tábuas para distribuição do peso do trabalhador sobre superfícies de baixa resistência;
  • Mal posicionamento de dispositivos de segurança: muitas vezes o trabalhador não utiliza o equipamento de proteção  antiqueda, pois, o local para fixar o equipamento impede o trabalho de forma efetiva;
  • Pisos molhados;
  • Mau súbito do funcionário: trabalhadores que não estejam se sentindo bem, não podem realizar atividades em altura;
  • Piso impregnado de óleo ou graxa;
  • Içamento de materiais para cobertura: deve-se sempre isolar a área de risco abaixo do local de içamento de materiais;
  • Ofuscamento da visão por reflexões solares;
  • Inclinação da plataforma de trabalho: comum em telhados;
  • Desequilíbrio, entre outras.

Como podemos observar, são muitas as situações que podem influenciar na probabilidade de o acidente ocorrer.

Trabalho em Altura – Procedimentos e Cuidados

Para evitar que estas situações estejam presentes no trabalho em altura, a Norma 35 cita a importância do planejamento para serviços que exige o trabalho em altura, vamos conhecer algumas dicas:

  • Verificar a situação de resistência do local de trabalho;
  • Verificar os pontos para fixação dos trava-quedas, moitões e prancha para locomoção;
  • Evitar o trabalho sobre pisos molhados;
  • Isolar por meio de sinalização adequada a área de içamento e descida de materiais;
  • Verificar trajetos a serem realizados e se há objetos que podem interferir no equilíbrio do trabalhador;
  • Verificar se é possível a existência de agentes químicos no local de trabalho em altura que interfiram na visão ou no sistema nervoso central do trabalhador;
  • Deve-se sempre observar as condições físicas do funcionário. Se o mesmo estiver com a mobilidade ou equilíbrio reduzido, não permitir o trabalho;
  • O calçado deve ser adequado para o trabalho, assim como, estar com a sola em bom estado. Calçado velho é como o pneu careca, gera grande risco de acidente;
  • As condições meteorológicas devem ser analisadas, o vento e a chuva potencializam o risco de queda em locais abertos;
  • Analisar a possibilidade de adoção de equipamentos de proteção coletiva como guarda corpo, rodapé, que evita a queda de material no nível inferior, redes de proteção, entre outros;
  • Verificar o sistema de comunicação entre os envolvidos;
  • A presença de supervisor acompanhando os trabalhos em altura;

Outra dica importante é que os materiais e ferramentas não podem ser deixados desordenadamente nos locais de trabalho sobre andaimes, plataformas ou qualquer estrutura elevada para evitar acidentes com pessoas que estejam trabalhando ou transitando sob as mesmas.

As ferramentas não devem ser transportadas em bolsos. Deve-se utilizar sacolas especiais ou cintos apropriados e nunca, eu disse nuca, arremessar materiais ou ferramentas para colegas de trabalho.

Manchete de Jornal. Marreta de três quilos cia de prédio e mata pedestre no Centro da cidade.

Cinto de segurança para trabalho em altura

Dicas sobre o uso e conservação do cinto de segurança antiqueda.

Antes da utilização o trabalhador deve ser orientado a verificar a presença de sinais de desgaste ou danos que possam comprometer a segurança do usuário.

O equipamento deve ser guardado em local seco, limpo e fora do alcance do sol ou de outras fontes de calor.

Ele não pode ser exposto a materiais corrosivos e/ou químicos que possam danificar o material, assim como, de objetos pontiagudos ou cortantes.

O cinto de segurança pode ser lavado com água morna e sabão neutro, sempre que necessário, e a secagem deve ser natural e na sombra. Não seque na máquina e nem exponha ao sol para evitar os raios ultravioleta.

Todos os trabalhadores devem ser orientados a observar se seus colegas estão utilizando o cinto devidamente fixado e não permitir que o mesmo seja utilizado como brinquedo, pois, é um equipamento para salvar vidas.

Leia também

Inscreva-se em Nosso Canal do Youtube
Inscreva-se em Nosso Canal do Youtube