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Riscos Ocupacionais.

Linha de vida NR 35

Linha de vida ou a Linha da Vida?

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Um dos principais fatores para o sucesso de uma empresa certamente envolve a segurança do trabalho, isso, não exclusivamente, porque sem ela a saúde e qualidade de vida de seus funcionários poderão ficar em risco, mas também a falta de cuidados com o trabalhador em SST vai transmitir a mensagem de uma empresa que não se preocupa com seus colaboradores, prejudicando a identificação entre o trabalhador e a empresa e consequentemente sua dedicação e empenho.

Entretanto, mesmo com os avanços da tecnologia, dos equipamentos de segurança e uma série de normas, o Brasil é o quarto país no mundo em acidentes relacionados ao ambiente de trabalho.

Um exemplo de equipamento de segurança do trabalho que é essencial, mais especificamente, para trabalho em altura, é a linha de vida ou linha de ancoragem. Você já ouviu falar desse equipamento, certo? Sabe se ele esta sendo utilizado da forma correta? Quer saber mais sobre a linha de segurança? Continue acompanhando esse post.

O que é a linha de vida?

Muito comumente usada, quando não é possível a instalação de barreira física que impeçam a queda, a linha de vida nada mais é do que uma instalação de cabo de aço, fitas ou corda, que fica conectado ao cinto de segurança e as ancoragens, e tem como objetivo permitir que o trabalhador realize seu trabalho em altura com plena segurança.

Para pessoas que executam trabalho em altura, com risco de queda igual ou superior a 2 metros, é fundamental que a empresa forneça o cinto de segurança e meios de ancorar o cinto para que assim o cinto possa exercer sua função: evitar a queda, ou, reduzir os danos no caso de um eventual acidente.

O ponto de ancoragem é o ponto/local que o sistema de proteção  contra quedas é fixada. O cinto de segurança é ancorado na linha de vida que por sua vez é ancorado, normalmente, na estrutura do edifício, no ponto de ancoragem.

Infelizmente, muitas vezes vemos empresas fornecerem os cintos de segurança e treinamento sem preparar as áreas onde há risco de queda com os devidos pontos de ancoragem do cinto de segurança. O cinto de segurança sem estar ancorado é apenas um macacão desconfortável!

A Norma Regulamentadora 35, em seu Anexo II, bem como a NBR 16.325/2014 – Proteção Contra Quedas em altura – Dispositivos de ancoragem, estipulam que ela deve ser instalada em pontos de ancoragem previamente dimensionados e determinados por profissional legalmente qualificado. Com isso, o colaborador têm a liberdade e a confiança para se movimentar em toda a sua extensão com a devida proteção contra uma eventual queda.

A linha de vida é considerada um Equipamento de Proteção Coletiva – EPC, e deve ser utilizado sob a supervisão de um técnico em segurança do trabalho, pois, dessa forma, a segurança do trabalhador é garantida.

A linha de segurança, portanto, é utilizada por empresas, mais comumente por aquelas que atuam na construção civil, sendo indicada para a execução de trabalhos em altura em que não exista outra forma de proteção coletiva, como por exemplo, trabalhos em telhados, trabalhos de arremates, concretagem, manutenção de fachadas, entre tantos outros.

Instalação da Linha de Vida?

O tipo de linha de vida que deve ser utilizada é definido em função do seu uso em relação ao tempo, carga a ser suportada, serviço a ser executado e conforto do trabalhador. É dimensionado por profissional legalmente habilitado em dimensionamento de cargas, como o Engenheiro Civil e o Engenheiro Mecânico, normalmente com conhecimentos em segurança do trabalho.

Este profissional irá analisar o ambiente e o trabalho que sera realizado, indicar o equipamento correto, o procedimento de instalação, garantindo segurança a equipe de montagem, e emitir a Anotação de Responsabilidade Técnica. Os futuros trabalhadores devem ser preparados para a correta utilização a partir das orientações do Responsável Técnico.

Tipos de linhas de vida

  • Linha de vida Móvel e Linha de vida fixas

As linhas de vida móvel horizontal e vertical, são aquelas que podem ser montadas e desmontadas, ou ainda movimentadas de seus pontos de utilização pré-determinados, essa forma de linha de vida deve possuir ancoragens seguras assim como as linhas fixas, e demandam atenção de um especialista em cada instalação uma vez que são constantemente realocadas.

A linha de vida móvel, tanto horizontal quanto vertical, são fundamentais para o desenvolvimento de uma obra, isso porque à medida que a obra avança, o posicionamento da linha de vida pode ser modificada, já que ela pode ser montada e desmontada de acordo com a necessidade da obra.

  • Linha de vida fixa horizontal ou vertical

Outro tipo de linha de vida é a fixa, que também pode ser horizontal ou vertical. A linha de vida fixa é aquela que é utilizada em atividades no ambiente de trabalho que não terá alterações em seu posicionamento, como por exemplo, uma linha de vida de uma escada vertical de um silo.

As linhas de vida devem possuir certificado do fabricante e de instalação. É comum a instalação ser realizada pelo fabricante ou empresa especializada.

PCMAT – NR18

Os empreendimentos da indústria da construção que necessitam de PCMAT, devem possuir projeto de dimensionamento e instalação da linha de vida, como parte do Programa de Condições e meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção, devido a exigência da Norma Regulamentadora 18 de projeto para todos os EPCs, equipamentos de proteção coletiva.

Linha de vida para telhado

Referente a linha de vida para trabalho em telhado, a NR 18 orienta que a fixação da ancoragem deve ser realizada em estrutura definitiva da edificação.

Vale ressaltar que, o uso de linha de vida para telhado segue as determinações da NBR 16.325 – proteção contra quedas de altura.

Esse tipo de linha de vida foi desenvolvida para trabalhos em alturas, com diversas finalidades, tais como:

  • Limpeza de telhado
  • Limpeza de chaminés
  • Manutenção de telhado (troca de telhas)
  • Limpeza de calhas de telhados

O recomendado é que o trânsito de pessoas sobre telhados de cobertura frágil, seja realizado preferencialmente em passarela de alumínio, mais leve, podendo ser utilizada tábuas de madeira, dessa forma, o peso do trabalhador não ficará apenas sob seus pés, reduzindo assim, as possibilidades de rompimento da cobertura do telhado. O cinto de segurança ancorado não interfere nesta recomendação, pois, neste caso, o cinto de segurança não evita o acidente apenas reduz sua gravidade.

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